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23/06/09: Sport Clube Corinthians Paulista entra na Campanha da Acessibilidade Siga essa Idéia
O Sport Club Corinthians Paulista e um escrete estelar, assinaram na segunda-feira (16) a adesão à campanha nacional de Acessibilidade Siga essa Ideia , promovida pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), juntamente com a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), ligados à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR).

O objetivo da Campanha é favorecer a conscientização e estimular uma ação pró-ativa em direção da construção de uma sociedade inclusiva, solidária e que possibilite igualdade de oportunidades.

A idéia é formar uma "grande onda" que envolva toda a sociedade e leve cada cidadão a agir e defender o direito das pessoas com deficiência a ter uma vida normal e produtiva na sociedade. A inclusão social, gradativa e permanente, é a meta da Campanha.

O evento foi aberto pela banda Bate Lata, que executou o hino nacional brasileiro para uma platéia formada por atletas paraolimpicos, ex-jogadores de futebol, profissionais de imprensa que atuam na área esportiva e muitos difusores da campanha.

A presidente do Conade, Denise Granja, em seu discurso, disse que a campanha vai ganhando o Brasil e que a adesão do Corinthians é um passo importante nesta jornada. “O futebol como aliado permite ampliar a visibilidade da campanha para todos os brasileiros”, disse Denise.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, disse que, se o Corinthians é um dos maiores times do Brasil, certamente também é um dos que tem o maior número de deficientes. “A partir deste momento faremos todos os esforços para ajudar no desenvolvimento e implantação de ações para que a campanha tenha êxito”, disse ele. Segundo Sanches, o problema da falta de acessibilidade é muito sério e todos os brasileiros devem lutar pela melhoria de condições para uma parcela importante da população.

“A adesão do Corinthians e de todas as demais personalidades, atletas e instituições à campanha reflete o compromisso com uma idéia: a idéia de que é possível uma sociedade inclusiva, em que pessoas com diferentes trajetórias e modos de vida convivem lado a lado, aprendendo umas com as outras”, disse Rogério Sottili, ministro em exercício da SEDH em seu discurso.

Na opinião dele, o ato de adesão o Corinthians e demais companheiros, em igualdade de papéis, celebram um compromisso com a causa dos direitos humanos, pois reconhecem publicamente o próprio espírito destes direitos. “Todos nós somos diferentes nas nossas singularidades, mas iguais em dignidade e direitos”, disse ele.

Já Roberto Rivelino, lembra cita os atletas paraolimpicos, em Pequim, no ano passado. Segundo ele, é um exemplo que deve ser usado por todos os brasileiros. “O desempenho dos nossos atletas foi excelente e toda a sociedade deve refletir sobre os motivos deste resultado.” As pessoas com deficiência podem ter uma vida muito mais digna e para isso toda a sociedade brasileira pode colaborar “, disse ele”.

Para Lois Neubauer, atleta paraolímpico e ferrenho militante da causa, a adesão do Corinthians está longe de ser uma jogada de marketing e trará um ganho incalculável para a difusão da campanha. “A entrada deste grande time irá repercutir positivamente em praticamente todos os times do Brasil”, avalia ele.

O ex-jogador do Corinthians Wladmir Rodrigues dos Santos, avalia que é importante atentar para as necessidades desta população em todas as áreas da cidadania. “Os equipamentos públicos de cultura e lazer, saúde, educação, entre outros, devem ser fiscalizados e adequados a essa população”, afirmou ele após assinar a sua adesão à campanha.

O ex-jogador Zenon de Zouza Farias, entende que a campanha é uma cobrança clara por igualdade de acesso para todos os cidadãos. “É um momento muito importante em minha vida poder abraçar uma causa como essa”, disse Zenon. “Somos todos iguais e as condições de acesso devem permitir que todos tenham direito a exercer a cidadania da mesma forma.

Clodoaldo Silva, atleta paraolimpico, diz que os projetos para acessibilidade são muitos. O problema é a implantação e fiscalização do pleno funcionamento. “A campanha atuando junto aos grandes clubes tem o poder de mudar a forma de pensamento de nossa sociedade e convidar o Brasil mudar essa realidade”, disse ele. Para Clodoaldo um dos exemplos mais gritantes dessa falta de consciência social sobre o tema é a utilização irregular das vagas de estacionamento destinadas para os deficientes em todo o Brasil. “As pessoas não têm a menor cerimônia ao utilizar uma destas vagas privativas e os responsáveis pela fiscalização não cumprem o seu papel”, esbraveja ele.

Adilson Ventura, ex-presidente do Conade e responsável pelo lançamento da campanha em 2004, acha que a campanha está em pleno crescimento. “Os times de futebol tem um apelo muito grande junto à população e o Corinthians, como o maior time do Brasil, tem papel preponderante neste cenário”, diz ele. Para Ventura, o depoimento de um craque do futebol leva a campanha para a boca do povo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria Especial dos Direitos Humanos/PR

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